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Como realizar detox hepático em 3 etapas.

Conheça as 3 fases do detox hepático e as melhores técnicas para turbinar esse processo.

De antemão, o detox hepático é qualquer processo realizado pelo organismo que busque a eliminação ou redução de compostos químicos estranhos a um organismo ou sistema biológico.

Dessa forma, destoxificação ou biotransformação hepática é qualquer processo realizado pelo organismo que busque a eliminação ou redução da atividade de substâncias xenobióticas classificadas como composto químico ou molécula estranha ao organismo, originadas externa ou internamente, desde que não possuam papel fisiológico conhecido (ANDRADE, 2019).

Antes de continuar a leitura desse artigo, leia mais sobre o fígado e suas funções

As 3 fases do detox hepático:

Basicamente, existem 3 fases de realização do detóx hepático:

Primeira fase do detox hepático: biotransformação.

Em primeiro lugar, biotransformação ocorre quando substancias, como as toxinas químicas, fármacos e até mesmo nutrientes passam por uma série de reações químicas.

Assim, o processo é geralmente mediado por enzimas, que convertem a substância em um composto diferentes do original.

Nesse sentido, no caso dos animais, a biotransformação ocorre principalmente no fígado, rins e pulmões, o que aumenta a exposição desses órgãos a esses corpos estranhos.

Portanto, a desintoxicação da Fase I está envolvida com a biotransformação via enzima citocromo P 450 (CYP 450) das toxinas ambientais como:

  • pesticidas;
  • poluentes;
  • aditivos alimentares;
  • álcool;
  • e os produtos tóxicos gerados por nosso próprio metabolismo.

É importante lembrar, que durante o processo da Fase I ocorre diversos tipos de reações químicas tais como:

  • oxidação;
  • hidrólise;
  • redução;
  • hidratação;
  • além da produção de significativas quantidades de radicais livres.

Sendo assim, caso o status antioxidante do paciente não esteja íntegro, é possível que ocorra lesão tecidual.

Com isso, para evitar um possível dano tecidual é aconselhável detectar se o paciente não necessita repor antioxidantes em forma de suplementos ou alimentos como vitaminas B2, B3, B6.

Além disso, muitas literaturas fazem referência a B9, mas eu prefiro o metilfolato. Já a B12, substituo por metilcobalamina.

Para completar, é interessante acrescentar:

  • Magnésio;
  • Vitamina C;
  • Flavonoides;
  • Fosfolipídeos;
  • CoQ10;
  • Molibdênio quelato;
  • ou oligoelemento (em especial para destoxificar medicamentos).

ATENÇÃO! A deficiência de proteínas pode levar a uma inibição do citocromo P450 que passa a não ativar as pró-toxinas de forma tão eficiente.

Detox do fígado: fases
Adaptada de: Faculdade de Medicina de Coimbra

Segunda fase do detox hepático: conjugação.

Em segundo lugar, a via de conjugação utiliza-se de substâncias ricas em grupos sulfidrila para metabolizar toxinas.

Dessa forma, algumas destas substâncias, como N acetil cisteína (NAC), DL Methionina (aminoácidos sulfurados), taurina e glutationa − que são formadas a partir da glicina e glutamina respectivamente, Vitamina B5 e a cisteína sob a influência de uma enzima dependente de selênio, atuam como anti-radicais livres e quelantes de metais.

Nesse sentido, durante as reações de conjugação (sulfatação, acetilação, metilação) das toxinas pelo organismo, essas substâncias são eliminadas, pois são excretadas com a toxina, ao passo em que os radicais livres podem ser regenerados via superóxido dismutase (SOD).

Portanto, as reações da fase II são realizadas pelas enzimas sintetases e transferases, que acontecem em duas fases e têm por objetivo transformar as toxinas em moléculas possíveis de excreção, hidrossolúveis e também de neutralizar sua possível reatividade.

Além disso, o jejum, a deficiência de proteínas e o uso de álcool interferem negativamente na Fase II, principalmente reduzindo o nível e glutationa hepática.

Portanto, isso implica no aumento da toxicidade de medicamentos como paracetamol e substâncias como acroleína (ANDRADE, 2018).

Sendo assim, segundo ANDRADE, 2018, existem alimentos e fitoterápicos que contribuem com o sucesso metabólico nas duas fases (I e II) são os bifuncionais como:

  • Sulforafanos-glicosinolatos, das brássicas, como a couve flor, o brócolis, o repolho e a couve de Bruxelas.
  • Organossulfurados como alho e cebola;
  • Monoterpenos presentes nos óleos essenciais, nas cascas de laranja e limão, que também favorecerem a boa metabolização;
  • flavonoides (quercetina, rutina, própolis); cúrcuma; quiabo; aloe vera (hepatoprotetor);
  • catequinas (chá verde);
Carotenoides: tudo o que você precisa saber e principais fontes

Além disso, podemos contar com outros antioxidantes como:

  • Carotenos (cenoura)
  • Vitamina E
  • Selênio complex (essencial para a fase II),
  • Cobre quelato,
  • Zinco quelato,
  • Manganês quelato,
  • Silimarina (Cardus marianus)
  • Picnogenol,
  • Resveratrol (grupos fenólicos),
  • Antocianinas (presentes nas frutas vermelhas “berries”).

Terceira fase do detox hepático: eliminação.

Por fim, na última fase, o metabólito (ex-toxina) já pode ser excretado e será transportado, para circulação, fora da célula e eliminado pela urina ou fezes.

Praticas integrativas complementares para o detox do fígado:

Reflexologia

Mapa dos Pés - Reflexologia

Antes de mais nada, nessa prática terapêutica, utiliza-se estímulos em áreas reflexas – os microssistemas e pontos reflexos do corpo existentes nos pés, mãos e orelhas – para auxiliar na eliminação de toxinas, na sedação da dor e no relaxamento.

Sendo assim, a prática parte do princípio que o corpo se encontra atravessado por meridianos que o dividem em diferentes regiões, as quais têm o seu reflexo, principalmente nos pés ou nas mãos, e permitem, quando massageados, a reativação da homeostase e do equilíbrio nas regiões com algum tipo de bloqueio.

Acupuntura

Em primeiro lugar, Gerber (2007) cita a acupuntura como um dos métodos mais antigos de cura. Acredita ter surgido na China durante o reinado do imperador Huang Ti, entre 2697 e 2596 a.C.

Vale lembrar, que a medicina tradicional chinesa (MTC) é uma abordagem terapêutica milenar, que tem a teoria do Yin-Yang e a teoria dos cinco elementos como bases fundamentais para avaliar o estado energético e orgânico do indivíduo, na inter-relação harmônica entre as partes, visando tratar quaisquer desequilíbrios em sua integralidade.

Acupuntura: técnica poderosa para seu bem-estar emocional - Blog Vittude

A partir disso, a técnica consiste na aplicação de agulhas com espessuras e comprimentos variados, que são colocadas em áreas específicas de acordo com o que está sendo tratado. Os pontos de acupuntura são as vias meridianas, que quando bloqueadas impedem a passagem do fluxo de energia vital.

De maneira geral, existem 12 principais meridianos que estão relacionados com o pulmão, baço, coração, rins, coração, fígado, intestino grosso, estômago, intestino delgado, bexiga ou vesícula, por exemplo.

Assim, os principais benefícios da técnica são:

  • Auxilia na regulação do metabolismo
  • Ajuda no controle da ansiedade e depressão
  • Contribui para a redução de problemas digestivos

Biomagnetismo

Em primeiro lugar, essa técnica foi desenvolvida pelo médico mexicano Dr. Izaac Goiz Durán, que fez uma importante descoberta ao tratar pacientes com AIDS que, até então, era tratada como uma doença incurável.

Nesse sentido, o Dra. Izaac descobriu que os desequilíbrios de pH no corpo ocorrem em pares, ou seja, quando um ponto se torna mais alcalino, outro ponto se torna mais ácido.

Biomagnetismo · NBE · Nosso Bem Estar

Assim, a técnica se divide em duas etapas:

1) Detecção dos pares com desequilíbrio de pH no corpo do paciente.
2) Após a primeira etapa, coloca-se imãs com potencial superior a 1000 gauss nos pares detectados.

Portanto, os imãs permanecem no local até que retornem aos níveis de pH adequado e protegido contra patógenos.

  • Estimulo da função normal do sistema imunológico.
  • Aumento da circulação e oxigenação.
  • Oferecem uma boa resposta contra inflamações.
  • Auxilia na homeostase, acelerando processos de cura.

Além disso, como benefícios dessa técnica para o fígado especificamente, temos:

  • Facilita o processo de digestão das gorduras.
  • Aumenta a oxigenação para o fígado.
  • Atua no pâncreas e auxilia no tratamento da diabete.

Mais informações sobre destoxificação do corpo.

Em suma, destoxificação é um processo biológico que busca reduzir os impactos negativos das toxinas no organismo.

Dessa forma, se você tem interesse em saber mais sobre esse processo, assista agora à aula gratuita “Imunidade 4.0”, na qual falo sobre os 3 tipos de toxinas que agem em nosso organismo e também sobre técnicas simples para combater esses inimigos invisíveis.

Agora, se você deseja ter acesso ao meu protocolo de destoxificação completo, adquira o meu livro “Sinta o Efeito Detox”.

Em resumo, o livro é uma compilação de diversas práticas Integrativas com sugestões de protocolos de detoxificação.

Além disso, ele conta com guias sobre:

  • florais de diversos sistemas;
  • aromaterapia;
  • fitoterápicos;
  • minerais;
  • vitaminas;
  • aminoácidos;
  • outros nutraceuticos em voga.

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Até a próxima!

1 comentário em “Como realizar detox hepático em 3 etapas.”

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